SEXO E AMOR SEM PRECONCEITOS

deficiencia e sexualidade

Quando criança nós ouvimos diversos contos de fadas, alguns contam histórias de príncipes fortes, belos, íntegros e valentes que chegam montado em um cavalo branco com a espada empunhada para salvar a sua princesa terna, caridosa e de beleza extraordinária.

Muitos de nós crescemos com o sonho de que exista uma pessoa com as mesmas qualidades dos príncipes e princesas dos contos de fadas ou, ao menos, tenham algumas das características dos personagens, não é verdade? J

Mas… E se seu príncipe ou princesa estiver em uma cadeira de rodas? Você perderia a chance de viver uma grande história de amor?

Claro, não posso afirmar que você viverá um romance como a dos contos, pois a fantasia vai além da realidade. Porém, talvez, aquele amor verdadeiro que você tanto procura esteja bem perto de você e não enxergue por ele ser um cadeirante.

Apesar de estarmos em pleno século 21- momento presente marcado por avanços tecnológicos e da informação-, ainda caminhamos devagar no desenvolvimento de alguns assuntos por simplesmente considerar tabu, como é o exemplo da sexualidade. Falar sobre o tema ainda é uma tarefa difícil e, em se tratando da sexualidade da pessoa paraplégica ou tetraplégica, o assunto é mal enfatizado. 

Uma pesquisa feita por estudantes de mestrado do Centro Universitário Uninovaspi conclui que existe um número reduzido de estudos e pesquisas voltadas para a sexualidade dos cadeirantes e que se houvesse mais discussão sobre o assunto ajudaria a melhorar a qualidade de vida deles.

Diversas pessoas que observam um cadeirante ou convivem com ele, com certeza, já se perguntaram: aquela pessoa não sente as pernas, será que o órgão sexual dela funciona? Se não tem sensibilidade, então, também não tem prazer? Bem, quem acredita que os cadeirantes são seres assexuados, sinto em dizer que estão enganados, pois o órgão sexual deles funciona e eles podem sentir e proporcionar prazer em um relacionamento sexual, como qualquer outro.

Há 11 anos, Gilberto Alves, 32 anos, foi baleado e ficou tetraplégico. Ele conta: “embora, o sexo seja diferente de quando eu andava o prazer sexual não deixou de ser o mesmo”.

É obvio que a sexualidade não é o único fator que dificulta. Às vezes, as pessoas conhecem um cadeirante, se apaixonam, mas não querem levar um relacionamento adianta por preconceito de vê-lo em uma cadeira e não querer encarar os desafios.

  Muitos cadeirantes acabam não conseguindo um relacionamento amoroso, porque as pessoas têm uma ideia conturbada sobre eles, infelizmente, isso é resultado de uma cultura ultrapassada que persiste manter-se presente.  

O último estudo revelado pela Organização Social da Saúde (OMS) revelou que cerca de 500 mil pessoas ficam em deficiente devido a lesões na medula espinhal. Segundo o estudo, cerca de 90% das lesões são causadas por traumas, como acidentes de carro, quedas de grandes alturas ou violência. Esse dado mostra que ninguém está imune a esta situação. Ou seja, hoje, você pode estar andando e amanhã está em uma cadeira de rodas buscando reaprender a viver. 

Então deixe o preconceito de lado, permita-se conhecer pessoas diferentes, você pode se surpreender e acabar vivendo uma linda história de amor.

Autora: Lucimar Bento

Site: Multidizer

Linkedin: Lucimarbento

Angelo Márcio

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Olá! Sou Angelo Márcio, sou Assistente Social, Técnico em Informática, Palestrante e desenvolvedor de diversos projetos voltados às questões das Pessoas com Deficiência.

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