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Aos 17, ele criou app para auxiliar pessoas com deficiência que hoje é usado por BK e Santander

Aos 17, ele criou app para auxiliar pessoas com deficiência que hoje é usado por BK e Santander

App Hablalo

O argentino Mateo Salvatto lançou o Háblalo em 2016. Ele foi uma das atrações do South Summit Brazil 2024

Apaixonado por tecnologia, o argentino Mateo Salvatto, 25, começou a empreender aos 17 anos, quando decidiu unir o que gostava de fazer com o trabalho da mãe, professora de crianças com deficiência auditiva. Em 2016, ele criou o aplicativo Háblalo para ajudar na comunicação entre pessoas surdas e não surdas. Dois anos depois, formalizou o negócio criando a startup Asteroid Technologies, da qual é CEO.

Atualmente, o aplicativo é utilizado por grandes companhias para auxiliar com a acessibilidade, como Santander, Samsung, Remax e Burger King. O Háblalo soma mais de 400 mil usuários de 75 países. Além da Argentina, a startup opera no Uruguai, Chile e México. O fundador foi uma das atrações do primeiro dia do South Summit Brazil 2024, realizado em Porto Alegre (RS) até sexta-feira (22/3), e falou sobre a criação e os planos para o negócio, inclusive no Brasil.

Háblalo é gratuito e pode ser utilizado sem internet. Ele auxilia na comunicação – com legendas para quem não consegue ouvir ou com voz para quem não pode falar – a partir do escaneamento de um QR Code. Além de grandes companhias, o app pode ser utilizado por micro e pequenas empresas, ONGs e instituições públicas.

Em entrevista exclusiva a PEGN, Salvatto falou sobre como o empreendedorismo de inovação deixou de parecer algo distante para a sua geração. “Antes parecia algo que poucos podiam fazer, lá no Vale do Silício. Hoje em dia, qualquer pessoa, até mais nova do que eu, pode ter uma ideia para uma startup. Não digo que seja fácil, mas não parece mais impossível”, afirma.

Além de participar de dois painéis no evento, nos quais falou sobre o uso de tecnologia para criar sociedades mais inclusivas, o jovem empreendedor vai aproveitar a vinda ao Brasil para prospectar possíveis clientes no país. “O Brasil é um grande objetivo para nós. É um país avançado em acessibilidade e bastante permeável. Nossa ideia é que o app seja o mais global possível, mas vamos fazer isso com calma”, comenta. Para desembarcar por aqui, a startup deve seguir o mesmo caminho já percorrido em outras operações e vender o serviço para instituições financeiras e redes de fast-food.

Empreendendo com pouco

Para Salvatto, os ecossistemas de inovação latino-americanos são cases de estudo por causa do que chama de “gene de resiliência”. “Fazemos o que podemos com o que temos. Fazemos muito com pouco e isso é essencial para o empreendedorismo”, opina.

Como exemplo, ele cita o ecossistema argentino, que define como “surpreendente” pelos unicórnios e grandes empresas como Mercado Livre e Decolar.com, que se tornaram globais apesar das dificuldades econômicas que o país atravessa. “É muito difícil conseguir investimento, poucos fundos querem apostar na Argentina, é realmente complexo porque temos uma inflação de 15% ao mês, então como pagar salários? Como projetar o fluxo de caixa?”, questiona.

O jovem acredita que o momento atual é uma ótima janela de oportunidades para a tecnologia na região, que deveria ser aproveitada pelo poder público. “A América Latina poderia ser um hub. Temos resiliência, temos criatividade. Se nossos países tornassem o investimento em tecnologia uma política de estado, teríamos a geração de mais postos de trabalho e maior mobilidade social”, finaliza.

Por Rebecca Silva de Porto Alegre

Fonte: PEGN

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