Como a IA já está ajudando pessoas com deficiência

Homem usando celular
Foto: OpenAI

Um aplicativo dinamarquês chamado Be My Eyes passou a usar a Inteligência Artificial neste ano para ajudar cegos a terem mais autonomia.

Já escrevi aqui no Olhar Digital que uma das principais funções da tecnologia é melhorar a vida das pessoas. De todas as pessoas. Vivemos em bolhas e muitas vezes nos esquecemos daqueles que não estão dentro delas – ou que são diferentes de alguma maneira.

Aqui e ali você já deve ter lido em vários lugares que 2024 seria o ano da Inteligência Artificial. E, de fato, os lançamentos até agora confirmam mesmo esse caminho. Todo o potencial da IA pode fazer com que um robô ande sem trombar nas coisas. Ou que um carro dirija sozinho perfeitamente. Ou ainda aumentar o desempenho de uma bateria.

O que pouca gente fala – ou se lembra mesmo – é que a IA pode também melhorar a vida de pessoas com deficiência. E isso já está acontecendo fora do Brasil.

Uma iniciativa chamada Be My Eyes criou um aplicativo gratuito para ajudar pessoas cegas ou com visão limitada.

A ideia nasceu na Dinamarca em 2012 e consiste no seguinte: conectar deficientes visuais a voluntários, que recebem fotos, vídeos ou ligações ao vivo e precisam descrever o que estão vendo para os cegos.

Apesar de louvável, o projeto sempre teve um obstáculo: depender de voluntários do outro lado – e aí entra o problema do horário, do fuso, da língua, entre outras coisas.

E é aí que a Inteligência Artificial pode entrar para resolver o problema.

Deficientes Indignados Br - 12/07/2024
Aplicativo dinamarquês ajuda pessoas com deficiência desde 2012 – Imagem: Divulgação/Be My Eyes

Uma parceria com a OpenAI

  • Em fevereiro, a Be My Eyes fechou uma parceria com a OpenAI para começar a usar o software GPT-4 em uma versão beta.
  • E os testes até agora foram muito bem-sucedidos.
  • Se antes era preciso conectar a pessoa com deficiência a um voluntário, agora o usuário pode conversar a qualquer hora com um robô, com um chatbot.
  • O cego, por exemplo, pode apontar a câmera do celular para uma caixinha de leite e perguntar se ela está vencida.
  • Ou ainda filmar uma roupa em uma loja e perguntar se as cores combinam com a roupa que ele mesmo está usando.
  • Ou ainda filmar patos mergulhando em um lago e perguntar à IA o que está acontecendo neste momento.
  • E o robô responde, como mostra o vídeo a seguir:
  • Como você pôde ver, a tecnologia ajudou até mesmo a pessoa a chamar um táxi.
  • O aplicativo disse ao usuário a hora exata que ele precisava levantar o braço para parar o carro.

Os próximos passos

O Be My Eyes é apenas um exemplo do que está sendo feito. O Google, por exemplo, tem um aplicativo chamado “Lookout“, que também foi projetado para ajudar usuários com deficiência visual.

Embora não sejam abundantes, as ferramentas projetadas para ajudar pessoas com deficiência ou idosos existem.

Para surdos, um aplicativo ajuda a converter a fala em texto. Para pessoas com mobilidade reduzida, cientistas desenvolvem exoesqueletos alimentados por IA. E assim por diante.

A grande questão agora é o dinheiro. Garantir que os sistemas de IA continuem atendendo a todos os tipos de usuários exige investimento contínuo. E estamos falando de um investimento que, por vezes, não garante nenhum retorno financeiro.

Mas a vida não deveria ser só sobre isso, certo? Assim como a tecnologia, a vida também pode ser sobre ajudar outras pessoas, principalmente as que mais precisam.

As informações são da CNN Internacional.

Fonte: Olhar Digital

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