Reflexões de um PCD: Lutar todos os dias não é um ato isolado, é rotina.

Sou o Angelo e estou sorrindo sentado em cadeira de rodas, vestindo camisa social branca, gravata preta e óculos, com fundo de parede verde.
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Ilustração com fundo bege. No centro, um balão de fala verde com a frase em branco: ‘Lutar todos os dias não é um ato isolado, é rotina.’ Abaixo, o texto ‘Reflexões de um PCD’. No canto inferior esquerdo, caricatura de um homem sorridente em cadeira de rodas vermelha.
Ilustração: DIBr

É acordar sabendo que, antes mesmo de sair de casa, já existem barreiras à espreita, prontas para deixar claro que estão ali para dificultar, impedir, induzir à rendição, parar de lutar.

A luta não está só nas ruas sem acessibilidade, mas é nelas que se revelam poderosas, verdadeiras inimigas conhecidas de quem pode vencê-las e íntimas de quem as enfrenta — e, por vezes, perde.

As mesmas barreiras, em outro aspecto, também estão no olhar atravessado, na fala que diminui, no silêncio que exclui.

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Ser pessoa com deficiência no Brasil é resistir — não por romantismo, mas porque viver com dignidade ainda não é garantido para todos.

E se hoje posso escrever, falar e estar aqui, é porque outros lutaram antes de mim. Agora sigo, somando a minha voz à de tantos outros que não aceitam retrocessos.

Por fim, lutar todos os dias é lembrar à sociedade que inclusão não é caridade ou favor, é direito. E direito a gente não pede, a gente exige.

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Até a próxima!

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