Tecnologia assistiva da Udesc Alto Vale transforma aprendizado de aluna com deficiência visual

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Estudante utiliza material tátil com pinos e elásticos para formar figuras geométricas em atividade educativa.
Foto: Divulgação

O uso de materiais didáticos produzidos em impressora 3D, do Laboratório 3D Protolab, do Centro de Educação Superior do Alto Vale do Itajaí (Ceavi), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) tem contribuído de forma significativa para o aprendizado de uma aluna com deficiência visual do 2ª ano do Ensino Médio do EEB Expedicionário Mario Nardelli, de Rio do Oeste.  A iniciativa alia tecnologia, inclusão e educação, tornando o processo de ensino mais acessível e eficiente.

“A ação reforça o compromisso da Udesc Alto Vale com a inovação, a inclusão social e o apoio à educação básica, mostrando que a parceria entre universidade e escola pode gerar impactos reais na vida dos estudantes”, destaca o responsável pelo laboratório, professor Rogério Simões.

Entre os materiais desenvolvidos estão sólidos geométricos, geoplano, tabuada e outros recursos táteis que auxiliam na compreensão de conceitos matemáticos e espaciais. Um dos destaques do trabalho foi a possibilidade de a aluna escrever o próprio nome em Braille, utilizando material adaptado produzido especialmente para essa finalidade.

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Os recursos didáticos foram criados por alunos da Udesc Alto Vale a partir das necessidades pedagógicas da estudante, permitindo uma aprendizagem mais concreta e significativa. “O projeto demonstra como a impressão 3D pode ser uma importante ferramenta de tecnologia assistiva, promovendo autonomia e inclusão no ambiente escolar”, diz Simões.

O professor EEB Expedicionário Mario Nardelli, Luis Carlos Campregher, responsável em procurar a universidade para elaboração dos produtos, destaca que os materiais facilitam o entendimento dos conteúdos e aumentam o interesse da estudante pelas aulas. “A educação sensorial rompe barreiras. Quando o aluno consegue tocar e sentir e interagir, o interesse aumenta e o aprendizado se concretiza de forma lúdica e efetiva. Ver o entusiasmo dela ao explorar os materiais é a prova de que estamos no caminho certo”, pontua.

*Conteúdo originalmente publicado SC.GOV.BR

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