Gov.br mais acessível: novas funções facilitam o uso por pessoas com deficiência

A atualização do app Gov.br traz melhorias de acessibilidade, ampliando tentativas de reconhecimento facial e suporte a leitores de tela, tornando os serviços digitais mais inclusivos.

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Um close-up de uma mão segurando um smartphone que exibe a tela inicial do aplicativo Gov.br, com o logotipo em destaque e a opção "Entrar com gov.br". O fundo da tela é dividido em cores amarela e preta, com imagens de um homem e uma mulher. Gov.br mais acessível
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Gov.br mais acessível marca um passo importante na inclusão digital do governo brasileiro. A nova atualização do aplicativo traz recursos pensados especialmente para pessoas com deficiência, garantindo mais autonomia e facilidade no acesso a serviços públicos. Entre as mudanças, estão o aumento das tentativas de reconhecimento facial e a compatibilidade aprimorada com leitores de tela — medidas que reforçam o compromisso com a acessibilidade e a igualdade de uso para todos.

O que mudou no aplicativo Gov.br

O Gov.br, aplicativo oficial do governo federal para serviços digitais, recebeu uma atualização que traz melhorias específicas para pessoas com deficiência (PCDs).

  • O número de tentativas de reconhecimento facial foi ampliado de 5 para 8.
  • Foi implementado suporte para leitores de tela em campos de preenchimento de dados de contato, beneficiando usuários com limitação visual.
  • Essas atualizações seguem inovações anteriores, como o uso da câmera traseira para biometria, incorporadas em 2024.

Por que essas melhorias são importantes

Segundo a secretária-adjunta de Governo Digital, Luanna Roncaratti, “nossa gestão sempre busca incluir pessoas na transformação digital, com o olhar de não deixar ninguém para trás”. Essas melhorias ajudam a remover barreiras de uso, tornando o acesso a serviços públicos mais justo.

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O Gov.br já conta com mais de 17 milhões de usuários, com acesso a cerca de 4.600 serviços federais e 8.700 estaduais/municipais. Ao tornar componentes do app mais acessíveis, o governo facilita que PCDs utilizem funcionalidades como identidade digital, carteira de identidade nacional, etc.

Dicas para usar a nova versão do Gov.br

  • Verifique se seu aparelho está com o aplicativo atualizado para a versão mais recente disponível na loja (Google Play ou App Store).
  • Se você tiver limitação visual, ative a função de leitor de tela (TalkBack no Android, VoiceOver no iOS) e experimente preencher dados de contato para ver as instruções audíveis.
  • Caso tenha problema com reconhecimento facial, aproveite que agora há mais tentativas (8 no total) — importante para usuários com alguma deficiência motora ou limitação de movimento facial.
  • Mantenha seus dados pessoais atualizados dentro do app, garantindo que você está usando a funcionalidade de acessibilidade para preencher contato e demais informações com mais autonomia.

Implicações para o futuro dos serviços digitais

Essas melhorias no Gov.br ilustram uma tendência crescente: serviços públicos digitais que levam em conta a acessibilidade como padrão, não como exceção.
Com isso:

  • Outros aplicativos governamentais devem seguir o mesmo caminho, promovendo mais funcionalidades para PCDs.
  • A usabilidade geral tende a melhorar — e não só para PCDs, mas para todos, à medida que práticas de design inclusivo se tornam rotina.
  • O acesso digital facilita o uso de documentos, identidade digital, serviços de governo eletrônico — reduzindo deslocamentos e barreiras físicas.

A atualização do Gov.br representa um passo relevante para a inclusão digital. Se você é usuário (ou conhece alguém) com deficiência visual ou motora, vale muito conferir a nova versão do app e explorar as melhorias. O digital acessível deixa de ser diferencial e se torna necessidade — e o governo brasileiro está avançando nesse sentido.

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*Com informações da Agência Brasil e Canaltech

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