A maternidade já é, por natureza, um desafio. Mas quando o diagnóstico de uma deficiência entra em cena, as experiências e responsabilidades se tornam ainda mais complexas. É sobre isso que fala o “Guia da Maternidade Atípica – desafios e estratégias para lidar com as complexidades da criação de filhos com deficiência”, publicado pela Editora Jandaíra.
A obra foi escrita pela pesquisadora e consultora Patrícia Salvatori, que além de estudos na área da inclusão, vive essa realidade como mãe de Larissa, nascida em 2005 com Síndrome de Prader-Willi, uma condição genética rara.
O que é a maternidade atípica
O termo maternidade atípica se refere às mães que criam filhos com deficiência, transtornos do desenvolvimento ou condições raras.
Segundo a autora, o Brasil tem cerca de 9 milhões de mães atípicas, e 70% delas deixam o trabalho após o diagnóstico dos filhos.
Essa realidade escancara a falta de apoio público, redes de acolhimento e políticas de inclusão voltadas à vida dessas mulheres, que enfrentam desafios diários para equilibrar cuidado, carreira e autocuidado.
Um guia de empatia e representatividade
Dividido em nove capítulos, o guia traz relatos, pesquisas e estratégias práticas para lidar com as demandas emocionais, sociais e estruturais do cuidado.
Patrícia Salvatori também é fundadora da Rede Mães Atípicas, que conecta mulheres de todo o Brasil para trocar experiências, oferecer suporte e estimular o desenvolvimento profissional.
Mais do que um livro, o guia é uma ferramenta de empoderamento e visibilidade, mostrando que a maternidade atípica é feita de amor, cansaço, resistência e aprendizado contínuo.
Reflexão sobre inclusão e políticas públicas

A publicação também traz uma importante reflexão sobre a responsabilidade da sociedade e do poder público diante das famílias que criam filhos com deficiência.
A autora defende que a inclusão não deve se limitar às escolas — mas se estender a espaços de trabalho, lazer, transporte e saúde.
Dar voz às mães atípicas é, segundo Patrícia, um passo essencial para transformar realidades e fortalecer o movimento por uma sociedade mais justa e acessível.
Por que ler o Guia da Maternidade Atípica
- Amplia o entendimento sobre inclusão e maternidade
- Oferece estratégias reais de enfrentamento e cuidado
- Valoriza o papel das mães como agentes de transformação social
- Mostra que a luta por acessibilidade começa dentro de casa
O Guia da Maternidade Atípica é leitura obrigatória para quem deseja compreender melhor a vida das mães de pessoas com deficiência — um universo de afeto, luta e superação que merece mais visibilidade e respeito.
O livro está disponível pela Editora Jandaíra e foi tema de entrevista no programa Tarde Nacional Brasília, da Rádio EBC.





