Fifa lança manual de futebol para pessoas com deficiência: “Garantir que todos possam jogar”

Entidade máxima do futebol quer promover a inclusão e ampliar o desenvolvimento da modalidade para pessoas com deficiência

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Dois jogadores disputam uma partida de futebol de cegos em quadra coberta. Um deles, com uniforme preto do Corinthians, domina a bola enquanto o adversário, de uniforme branco e shorts laranja, tenta a marcação. Ao fundo, pessoas assistem atrás da grade de proteção. Na parte inferior da imagem, legenda do programa Globo Esporte: ‘Corinthians tem agora futebol de cegos e disputa a Liga Nacional’.
Imagem: GE

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) desenvolveu um manual de futebol para pessoas com deficiência a fim de apoiar e aprimorar oportunidades para a população mundial. O documento conta com melhores práticas, ferramentas e modelos que podem ser adaptados a cada contexto.

– O futebol une o mundo, e o papel da Fifa é ser um veículo para a inclusão social e o desenvolvimento econômico em todo o planeta. Isso inclui o aprimoramento de todas as modalidades do futebol para pessoas com deficiência – disse Gianni Infantino, presidente da entidade máxima do futebol.

O manual tem três capítulos com informações completas que mostram exemplos de práticas já aplicadas em alguns países. O texto detalha os tipos de deficiência — tanto cognitivas quanto físicas — e destaca melhores maneiras de incluir todas as pessoas no ambiente do futebol.

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Além disso, a Fifa conta histórias de jogadores com deficiência que atuam no futebol tradicional. O dinamarquês Thomas Delaney, que defende o Copenhague, é daltônico e conta com certas estratégias para identificar seus companheiros de equipe durante o jogo, como reparar na cor dos shorts e meias ao invés das camisas.

Thomas Delaney defende o Copenhague e é daltônico — Foto: Kristian Tuxen Ladegaard Berg/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Outra boa prática divulgada no documento da Fifa acontece na Inglaterra. A FA tem uma política que garante que crianças com deficiência ou com atrasos significativos no desenvolvimento físico possam jogar futebol na faixa etária mais apropriada para seu tamanho e desenvolvimento. A entidade também permite, por exemplo, o uso de aparelhos auditivos e implantes cocleares.

– De fato, em muitas partes do mundo, ainda faltam oportunidades para pessoas com deficiência jogarem e se divertirem com o futebol, e é por isso que nós trabalhamos constantemente para garantir que todos tenham a oportunidade de jogar futebol, independentemente de onde venham ou onde vivam – exaltou Infantino.

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Desenvolvido com apoio do Grupo de Trabalho de Futebol Paralímpico da Fifa, confederações e associações-membro, o manual está disponível no site da entidade.

*Conteúdo originalmente publicado no GE

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