Aumento de pena por maus-tratos a pessoa com deficiência avança na Câmara

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Várias pessoas em cadeiras de rodas reunidas em um espaço aberto.

Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD) da Câmara aprovou, na última semana, um projeto de lei que altera o Código Penal para estabelecer aumento de pena ao crime de maus-tratos, nos casos em que for praticado contra indivíduo com deficiência.

A proposta, de autoria do deputado federal Ribamar Silva (PSD-SP), recebeu parecer favorável do relator, Duarte Jr. (PSB-MA). Com a aprovação na CPD, falta a análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) para que possa ir ao plenário da Casa.

O Código Penal define o crime de maus-tratos como expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina”.

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A pena é detenção, de dois meses a um ano, ou multa. O projeto de lei diz que essa punição será aumentada em um terço se o crime for cometido contra pessoa com deficiência. A lei entraria em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

Dificuldades para denunciar abusos

Em seu parecer, Duarte Jr. diz que “reconhecer formalmente a pessoa com deficiência como titular de uma proteção penal qualificada nos casos de maus-tratos é uma evolução normativa necessária, que reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a proteção dos direitos humanos, a inclusão e a justiça social”.

O deputado ressalta que a pessoa com deficiência pode encontrar dificuldades significativas para denunciar abusos, se defender ou buscar ajuda”.

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“Muitas vezes, ela depende integralmente de terceiros para atividades básicas da vida cotidiana, o que a torna especialmente suscetível a condutas abusivas. Tal contexto justifica plenamente a maior reprovabilidade da conduta do agressor, o que deve se refletir no agravamento da resposta penal”.

Ribamar Silva celebrou a aprovação do projeto pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

“Este é um momento histórico para a causa da pessoa com deficiência em nosso país. Aprovarmos um projeto que endurece as penas para aqueles que covardemente maltratam quem já enfrenta tantos desafios é um passo fundamental para coibir a violência e garantir mais segurança e respeito, afirmou o congressista.

“Sempre defendi que a lei deve ser um instrumento de proteção aos mais vulneráveis, e este projeto reflete exatamente essa convicção. Ver o nosso trabalho reconhecido e avançando rumo à sanção é uma vitória não só minha, mas de todas as famílias e pessoas com deficiência que clamam por justiça e dignidade”.

Ele afirmou ainda que trabalhará para que o texto tramite rapidamente nas próximas instâncias no Congresso e se torne lei.

“Eu conto com a sensibilidade do colegiado em pautar na CCJC e acredito que possamos acelerar em plenário. Vou recorrer também aos líderes partidários para pautar em plenário com a rapidez que o tema exige”, declarou a Crusoé.

Com informações da Crusoé

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