Todos os anos, entre 21 e 28 de agosto, o Brasil celebra a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Mais do que uma data no calendário, este período é um convite para repensarmos nossas atitudes, nossos espaços e as barreiras — visíveis ou invisíveis — que ainda existem na sociedade, independentemente se somos pessoas com deficiência ou não.
A semana busca promover conscientização, respeito e oportunidades iguais. Mas a reflexão que ela traz não pode ficar restrita a palestras, campanhas e postagens. Inclusão não acontece apenas em datas e locais específicos; ela se constrói no cotidiano, em cada gesto, em cada escolha que fazemos e em cada construção que erguemos.
Incluir é olhar para além da deficiência (muito além) e enxergar a pessoa em sua totalidade, com sonhos, talentos e capacidades. É perceber que acessibilidade não é um favor, mas um direito. É compreender que a diversidade enriquece e fortalece a sociedade, contribuindo para que sejamos todos mais humanos.
Muitas vezes, a exclusão se manifesta em pequenas atitudes: a falta de paciência para ouvir, a ausência de acessibilidade em um evento, a ideia equivocada de que a deficiência limita o potencial. Por isso, a Semana Nacional é um chamado para quebrar preconceitos, derrubar barreiras, combater o capacitismo e abrir espaço para que cada pessoa tenha voz, vez e dignidade.
A inclusão não deve ser um ato isolado, mas um compromisso social contínuo. Ela começa na família, abrange os amigos, as escolas, se estende aos ambientes de trabalho ou lazer e deve estar presente em todas as esferas da vida social para, enfim, cultivarmos uma cultura de empatia, respeito, convivência e valorização das diferenças.
Que tal usar esta semana como ponto de partida para uma mudança real?
- Pergunte-se: como posso tornar meus espaços mais acessíveis?
- Estou disposto(a) a aprender e ouvir as pessoas com deficiência?
- Tenho sido agente de inclusão no meu dia a dia?
A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla nos lembra de que uma sociedade justa só é possível quando todos têm oportunidade de participar plenamente de qualquer ato, atividade ou momento. A verdadeira inclusão não se resume em “aceitar”, mas em conviver, respeitar e valorizar.
Chamada para reflexão:
Que a data não seja apenas uma campanha passageira, mas um compromisso coletivo. Que cada um de nós transforme atitudes em ações concretas, para que a inclusão se torne parte natural do cotidiano. Porque só quando todos têm lugar, todos ganham.