Bloco Deficiente é a Mãe leva inclusão e acessibilidade ao carnaval do DF desde 2012

Com intérpretes de Libras, audiodescrição e estrutura adaptada, evento reúne foliões de todas as idades em uma festa pensada para todos

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Bloco Deficiente é a Mãe - Duas pessoas fantasiadas e sorrindo, com os braços abertos, em um ambiente festivo decorado com fitas coloridas. Ao fundo, outras pessoas participam da celebração, algumas sentadas em cadeiras plásticas.
Bloco Deficiente é a Mãe na Torre de TV - (crédito: Foto/Mariana Guedes)

Com muita música popular brasileira em versão carnavalesca, decoração colorida, intérpretes de Libras traduzindo as canções e recursos de audiodescrição para o público com deficiência visual, o bloco Deficiente é a Mãe transformou a Praça Central da Torre de TV, no Plano Piloto, em um ambiente acolhedor e vibrante nesta segunda-feira (16/2). A concentração começou às 13h e a dispersão estava prevista para as 18h.

Criado em 2012 por entidades de pessoas com deficiência, o bloco nasceu para combater a exclusão desse público dos eventos culturais.

Segundo a organizadora Lurdinha Piantino, a iniciativa surgiu da necessidade de garantir participação plena no carnaval.

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“A pessoa com deficiência acaba sendo excluída da cultura. A gente quis criar um espaço onde elas se sintam seguras para vir”, explica.

Entre os foliões, estavam a professora universitária Raquel Boing, 51 anos, e o filho Francisco Boing, de 22, que acompanham o bloco há três anos. Francisco tem deficiência intelectual e também autismo.

“Aqui ele pode brincar e a gente se sente seguro. É um lugar onde sabemos que vamos encontrar outras pessoas com deficiência também”, diz Raquel.

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Além da acessibilidade, o evento também valoriza a diversidade, com artistas LGBTQIA+ e performances inclusivas.

“É o bloco do amor, da inclusão e da sensibilidade”, resume a organizadora.

Com música, acolhimento e respeito às diferenças, o Deficiente é a Mãe transforma o carnaval em um espaço onde todos podem celebrar sem exceção.

*Conteúdo originalmente publicado no Correio Braziliense


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