Jogador de vôlei que ficou tetraplégico volta a mexer o braço após a polilaminina; vídeo

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Imagem dividida em duas partes: à esquerda, um atleta de vôlei vestindo uniforme esportivo azul e segurando uma bola; à direita, o mesmo homem aparece deitado em uma cama, sem camisa, com apoio de travesseiro cervical, aparentando estar em recuperação de saúde.
William, o jogador de vôlei de 27 anos do Paraná que ficou tetraplégico, voltou a mexer o braço 9 dias após receber a polilaminina. - Fotos: Instagram

Agora foi a vez de um jogador de vôlei do Paraná, que ficou tetraplégico após um acidente de carro, conseguir mexer o braço novamente, após a aplicação da polilaminina.

William Carboni Kerber, de 27 anos, mostrou a conquista num vídeo postado nas redes, com um sorrisão contagiante. O primeiro resultado veio 9 dias após a injeção.

Na gravação, feita no leito do hospital, ele levanta o braço esquerdo, mostra a primeira vitória aos seguidores e diz: “Graças a Deus consegui tomar a polilaminina, tô cada dia melhor e movimentando o braço. Logo logo tô de volta”.

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Quem é o William

O William começou a jogar voleibol desde os 13 anos. Depois de vários times, chegou ao nível profissional.

Ele estava atuando na equipe adulta de vôlei, treinando em Palotina (PR) e cursando Educação Física, quando sofreu um grave acidente de carro no mês passado.

William fraturou a coluna torácica, a medula espinal nas vértebras C4 e C5 e ficou tetraplégico.

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Quando recebeu a polilaminina

No último dia 21 de fevereiro ele recebeu a dose da polilaminina, medicamento experimental criado pela Dra. Tatiana Sampaio na UFRJ, que está na fase 1 de testes da Anvisa.

A resposta rápida ao tratamento experimental, em menos de 10 dias, trouxe esperança tanto para ele quanto para os familiares.

Voltar a mexer o braço é uma conquista que todos na família estão comemorando.

O que diz a doutora Tatiana

A polilaminina estimula a regeneração das conexões nervosas que se perdem em casos de lesão da medula espinhal. Mais de 30 brasileiros já receberam o medicamento na fase de estudos e de forma compassiva (com autorização da justiça).

Sempre equilibrada e comedida, a dra. Tatiana disse que os resultados preliminares observados em pacientes como William são animadores, mas fez uma ressalva.

Ela lembrou que é preciso acompanhamento rigoroso e continuidade dos estudos clínicos para comprovar segurança, eficácia e possíveis aplicações em larga escala no futuro.

O William abriu uma campanha para arrecadar dinheiro para pagar a fisioterapia dele. Por enquanto conseguiu pouco mais de 50% da meta.

*Conteúdo originalmente publicado em Só Notícia Boa


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