Pesquisadora da polilaminina terá homenagem na Câmara

Tatiana Sampaio revoluciona o tratamento de lesões medulares

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Tatiana Coelho vestindo jaleco branco sentada em um consultório, sorrindo para a câmera. Ao fundo, há estante com livros, armário de arquivos e mesa com computador, indicando ambiente profissional da área da saúde.
Cientista responsável por liderar o estudo sobre a polilaminina, Tatiana Sampaio | Foto: @doutoratatianasampaio

Duas comissões da Câmara dos Deputados aprovaram, nesta terça-feira (3), moções de homenagem à cientista Tatiana Coelho de Sampaio, responsável por liderar o estudo sobre a polilaminina no tratamento de lesões medulares.

Na Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, o requerimento foi apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

No texto, o parlamentar destacou o rigor científico e a continuidade da pesquisa, desenvolvida em meio a restrições orçamentárias, e afirmou que o trabalho contribui para projetar o Brasil no cenário internacional da biomedicina.

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Já na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), a moção foi proposta pelo deputado Sargento Portugal (PODE-RJ). Segundo ele, a homenagem reconhece a contribuição científica da pesquisadora no desenvolvimento da polilaminina, fruto de mais de 25 anos de investigação.

Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança da substância. A polilaminina é formada por uma proteína extraída da placenta humana, chamada laminina, e vem sendo estudada há mais de duas décadas no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.

De acordo com os parlamentares, resultados experimentais indicam recuperação de movimentos em cerca de dez pacientes com lesão medular, incluindo vítimas de acidente de trânsito, queda e ferimento por arma de fogo.

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A substância atua como uma “ponte biológica”, capaz de reconectar neurônios, com maior eficácia quando aplicada nas fases iniciais após o trauma.

Tatiana Coelho de Sampaio afirma que a polilaminina pode representar alternativa mais acessível e segura em comparação às terapias com células-tronco, que, segundo ela, apresentam maior imprevisibilidade após a aplicação

*Conteúdo originalmente publicado em Diário do Poder


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