Passeata pela Inclusão cobra visibilidade e direitos das pessoas com deficiência em Novo Hamburgo

Mobilização reuniu pessoas com deficiência, familiares, entidades e representantes do poder público para chamar atenção para acessibilidade, participação social e políticas públicas.

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Pessoa em cadeira de rodas esportiva participa de passeata pela inclusão, acompanhada por outras pessoas com deficiência.
Foto: Divulgação

A Passeata pela Inclusão levou dezenas de pessoas às ruas de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (26), para ampliar a visibilidade das pessoas com deficiência e defender direitos, acessibilidade e participação social. A mobilização fez parte da programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

Participaram da caminhada pessoas com deficiência, familiares, profissionais, representantes de entidades e integrantes do Conselho Municipal dos Direitos e Cidadania da Pessoa com Deficiência (CMPCD).

Com cartazes e mensagens de conscientização, o grupo percorreu parte da Avenida Pedro Adams Filho. Mais do que ocupar as ruas, a manifestação buscou chamar a atenção para uma questão que permanece presente em muitas cidades brasileiras: pessoas com deficiência fazem parte da sociedade, mas suas necessidades e seus direitos ainda nem sempre são considerados no planejamento urbano e na formulação de políticas públicas.

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Visibilidade precisa se transformar em políticas públicas

O presidente do CMPCD, Valdair da Rosa Silva, explicou que a realização da caminhada nasceu de uma reivindicação recorrente das próprias pessoas com deficiência, que relatam sentimento de invisibilidade dentro da sociedade.

Essa invisibilidade não significa necessariamente que a deficiência não seja percebida no cotidiano. O problema está na distância entre enxergar a existência das pessoas com deficiência e efetivamente considerá-las nas decisões sobre transporte, mobilidade, espaços públicos, serviços e demais políticas que interferem diretamente na vida da população.

A passeata, nesse sentido, procurou provocar uma reflexão sobre a necessidade de construir ambientes acessíveis e seguros.

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A secretária municipal de Desenvolvimento Social e Habitação, Anne Saul, também ressaltou que ações desse tipo ajudam a ampliar o debate sobre direitos, enfrentar a discriminação e fortalecer a presença das pessoas com deficiência na vida comunitária. Para ela, uma cidade inclusiva depende da garantia de oportunidades, acessibilidade e respeito às diferenças.

A discussão reforça que inclusão não pode ficar restrita a campanhas de conscientização ou datas comemorativas. Visibilidade precisa estar acompanhada de participação nas decisões, orçamento, fiscalização, acessibilidade e políticas públicas capazes de eliminar barreiras que limitam o exercício da cidadania.

Plano Municipal entra em debate

A programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla em Novo Hamburgo continua nesta sexta-feira (28), com o seminário “Plano Municipal em Ação: Monitoramento, Desafios e Metas”.

O encontro está previsto para ocorrer das 13h às 17h, no SEST SENAT, no bairro Vila Nova, e terá como objetivo avaliar políticas existentes e discutir estratégias para ampliar os direitos das pessoas com deficiência no município.

Os debates serão divididos em três grandes eixos: Cultura e Turismo, Educação, Esporte e Lazer; Mobilidade Urbana e Transporte; e Saúde, Desenvolvimento Social, Habitação e Trabalho.

Segundo a Prefeitura, as inscrições são gratuitas. A programação é promovida pelo CMPCD, SEST SENAT, Universidade Feevale e Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação.

A mobilização nas ruas e o debate sobre o Plano Municipal colocam duas dimensões importantes lado a lado: reivindicar visibilidade e transformar essa presença em direitos concretos. Para as pessoas com deficiência, ocupar os espaços da cidade deve significar também participar das decisões sobre como essa cidade é planejada e para quem ela é construída.


Fontes: Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo

Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei

Nota de transparência: Este conteúdo foi produzido com auxílio de ferramentas de inteligência artificial, a partir das informações publicadas pela fonte original. O texto foi reescrito em linguagem jornalística, sem reprodução integral da matéria de origem.


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