Setembro Verde da Luta PCD: Deficientes Indignados inicia campanha por direitos, acessibilidade e participação

Com o lema “Deficiência não é limite. Barreiras são.”, campanha terá conteúdos especiais e uma live no Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.

Sou o Angelo e estou sorrindo sentado em cadeira de rodas, vestindo camisa social branca, gravata preta e óculos, com fundo de parede verde.
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Ilustração com o texto "SETEMBRO VERDE DA LUTA PCD. Deficiência não é limite. Barreiras são." À direita, quatro pessoas com diferentes deficiências (uma mulher em cadeira de rodas, um homem cego com bengala guia, uma mulher surda sinalizando em Libras e um homem com prótese na perna) caminham juntas por uma calçada acessível com piso tátil, em um cenário urbano ensolarado com prédios ao fundo.
Ilustração: Dibr/IA

O Deficientes Indignados inicia, neste 1º de setembro, a campanha editorial Setembro Verde da Luta PCD”, dedicada à informação, à reflexão e à mobilização em defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

Durante todo o mês, o site e as redes sociais do projeto publicarão conteúdos sobre acessibilidade, capacitismo, direitos, autonomia, participação social e representação política.

Mais do que produzir uma sequência de homenagens, a campanha pretende provocar o debate sobre as barreiras que ainda impedem milhões de pessoas com deficiência de participar plenamente da sociedade.

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A mensagem que acompanhará todas as publicações será direta: “Deficiência não é limite. Barreiras são.”

Não queremos apenas ser lembrados

Setembro é um mês importante para o movimento das pessoas com deficiência. No dia 21, o Brasil celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, uma data voltada à mobilização, à conscientização e à reivindicação de direitos. Entretanto, lembrar que as pessoas com deficiência existem somente durante uma data comemorativa não é suficiente. É necessário discutir por que tantos direitos continuam sem ser plenamente respeitados.

As barreiras estão nas calçadas intransitáveis, nos prédios sem acesso adequado, no transporte público insuficiente, nos sites incompatíveis com tecnologias assistivas e nos eventos que não oferecem recursos de comunicação acessível.

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Elas também aparecem nas atitudes.

O capacitismo está presente quando uma pessoa com deficiência é infantilizada, tem sua capacidade questionada, é tratada como eternamente dependente ou não participa das decisões sobre a própria vida. Também existe capacitismo quando qualquer atividade cotidiana realizada por uma pessoa com deficiência é transformada em uma história extraordinária de superação.

Não queremos ser tratados como coitados, heróis ou fontes de inspiração. Queremos ser reconhecidos como cidadãos, com direitos, desejos, opiniões e capacidade de tomar decisões.

Um mês de informação, questionamentos e mobilização

A campanha “Setembro Verde da Luta PCD” foi organizada para construir uma linha de reflexão ao longo do mês.

Na primeira semana, vamos discutir o conceito de deficiência para além do diagnóstico médico. A proposta é explicar como as limitações também são produzidas por ambientes, serviços e comportamentos que não consideram a diversidade humana.

Na segunda semana, o debate será sobre os direitos garantidos às pessoas com deficiência. Falaremos de acessibilidade, saúde, educação, trabalho, transporte, cultura, lazer, assistência social, autonomia e participação política.

A terceira semana mostrará as diferentes barreiras encontradas diariamente: arquitetônicas, urbanísticas, comunicacionais, tecnológicas, institucionais e atitudinais.

O ponto alto da campanha acontecerá no dia 21 de setembro, com a live especial:

“Deficiência: o que a sociedade ainda não entende?”

Durante a transmissão, serão debatidos temas como capacitismo, acessibilidade, direitos, autonomia, relações humanas, responsabilidade do poder público e experiências vividas pelas próprias pessoas com deficiência.

Depois do dia 21, a programação continuará. Queremos mostrar que a luta não pode terminar quando a data passa. Inclusão exige compromisso permanente, fiscalização das políticas públicas e participação ativa da sociedade.

O encerramento da campanha abordará as eleições e a participação política das pessoas com deficiência. Vamos analisar a acessibilidade das campanhas, os compromissos apresentados pelas candidaturas e a presença da inclusão nos planos de governo.

Pessoas com deficiência não devem aparecer apenas nas propagandas eleitorais. Elas precisam participar da elaboração das propostas, ocupar espaços de decisão e cobrar políticas públicas que transformem direitos em realidade.

Este será um mês para informar, questionar e mobilizar.

Não queremos apenas ser lembrados.

Queremos ser ouvidos.

Acompanhe a programação do Deficientes Indignados, compartilhe os conteúdos e participe deste debate.

SETEMBRO VERDE DA LUTA PCD

Deficiência não é limite. Barreiras são.



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