Abandono paterno de filhos com deficiência: o desafio invisível enfrentado por muitas mães

Ausência dos pais aumenta a sobrecarga das mães e evidencia a necessidade de políticas públicas de apoio e responsabilização familiar.

Vejo um personagem sorridente, usando chapéu, óculos e uma camiseta preta escrita “Angelito”, sentado em uma cadeira de rodas enquanto digita em um notebook. Ao fundo, há uma paisagem verde e a famosa caixa d’água de Ceilândia, bem representada.
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Um close-up de uma família interracial, incluindo uma mulher asiática, uma jovem com síndrome de Down e um homem branco. Eles estão sentados próximos e sorrindo. O homem tem o braço em volta da jovem e está encostado nela. A mulher e a jovem estão olhando para a câmera.
Foto: Pexels

O abandono paterno de filhos com deficiência é uma realidade enfrentada por muitas famílias brasileiras e revela uma das barreiras sociais ainda pouco debatidas no processo de inclusão. Embora não existam dados oficiais específicos sobre quantos pais abandonam seus filhos após o diagnóstico de uma deficiência, relatos de famílias e especialistas apontam que muitas mães acabam assumindo sozinhas a responsabilidade pelos cuidados, terapias, educação e busca por direitos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 14,4 milhões de pessoas com deficiência com dois anos ou mais de idade, o equivalente a 7,3% da população nessa faixa etária, de acordo com os dados do Censo Demográfico 2022. O levantamento identificou dificuldades funcionais relacionadas à visão, audição, mobilidade, coordenação motora e comunicação/cognição. (Educa IBGE)

Abandono paterno de filhos com deficiência aumenta sobrecarga das mães

O nascimento ou diagnóstico de uma deficiência exige uma reorganização da rotina familiar. Consultas médicas, terapias, adaptações escolares, acompanhamento de especialistas e a luta pelo acesso a direitos passam a fazer parte da vida cotidiana de muitas famílias.

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Quando o pai se afasta, a mãe frequentemente assume uma dupla ou tripla jornada, acumulando funções de cuidadora, responsável financeira e representante da criança ou adolescente diante dos serviços públicos e privados.

Especialistas apontam que fatores como preconceito, falta de informação, dificuldade de aceitação do diagnóstico e uma cultura que historicamente atribui às mulheres a responsabilidade pelo cuidado podem contribuir para o afastamento paterno.

A participação ativa do pai, entretanto, é fundamental para o desenvolvimento emocional e social dos filhos. A presença, o vínculo afetivo e a divisão das responsabilidades fortalecem a autonomia da pessoa com deficiência e reduzem a sobrecarga das mães.

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Falta de dados dificulta políticas públicas para famílias

Apesar do número expressivo de pessoas com deficiência no país, ainda existem lacunas de informações sobre a realidade familiar dessa população, incluindo questões como abandono parental, rede de apoio e impacto emocional sobre os cuidadores.

A ausência de estatísticas específicas dificulta a criação de políticas públicas direcionadas às famílias que enfrentam essa situação. Organizações e especialistas defendem a necessidade de ampliar pesquisas, fortalecer serviços de apoio e promover uma cultura de responsabilidade compartilhada na criação dos filhos.

Garantir direitos às pessoas com deficiência também significa olhar para as famílias que fazem parte dessa trajetória, oferecendo suporte para que mães, pais e responsáveis possam exercer o cuidado de forma mais equilibrada e inclusiva.


🔍 Fontes: Folha Vitória | IBGE – Censo Demográfico 2022: Pessoas com Deficiência

📰 Edição: Equipe DIBr

🤖 Nota de transparência: Esta reportagem contou com o apoio de ferramentas de inteligência artificial para auxiliar na organização e no aprimoramento do texto. Todo o conteúdo foi revisado, checado e editado por equipe humana antes de sua publicação.


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